sábado, 11 de setembro de 2010

Me retiro

Pois bem: depois de quatro meses sem postar (e muito malmente olhar como andava meu blog) cá ressurjo eu, indiretamente incitada por D. Thaís a escrever algo novo. Creio que, e não é procurando a modéstia, não tenha nenhum outro frequentador assíduo além desta minha grande amiga e leitora, mas resolvi postar. Por vontade mesmo, sem explicar meus mas nem meus por quês d'eu estar digitando aqui agora.
Não me acho nem grande escritora nem grande ledora. Se engana quem acredita que Raisa Moreno lê muito. Não, não... Ler é bom, mas isto nunca foi meu forte, meu hobby, minha paixão. E, pra falar a verdade, ainda não li um livrinho inteiro sequer em dois mil e dez. Gosto muitíssimo de música, mas nem tanto assim de livros. Logo, não era por causa deles que eu escrevia. Esta atividade eu fazia por necessidade de expelir coisas de minh'alma quando ela se supersaturava.
Ainda se supersatura, porém parei de rocorrer às palavras para tentar não me deixar sozinha com minhas próprias emoções. "Por quê, hein?" Thai me fez essa pergunta. Nem eu mesma tinha parado para me indagar sobre isso. Com pensamentos de liquidificador, lhe disse:" Nem sei, sabe...Só sei que me desbandei desse lado e isso não está me fazendo falta. Só não sei se é bom ou ruim". Contudo, ao decorrer dessas palavras e dos mil pensamentos nômades em minha cabeça, sei dar uma justificativa: "veneno (remédio, no meu caso) demais perde o efeito". Não sei quando volto ou se volto. Talvez algum dia eu encontre uma nova fórmula feita de palavras, textos e frases para me medicar e voltar a escrever. Enquanto isso não acontece, faço esse texto e o dedico a dona Thaís, quem eu creio que ainda se sente bem ao ler remédios escritos por mim.

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