Suas línguas e seus lábios estavam conectados de uma forma tal qual satisfazia o desejo, a necessidade de estarem sempre unidos por algo concreto e apalpável, diferente da alma. E, sim, estavam corporalmente unidos. Depois de suas bocas se desentrelaçarem, os braços de Thaís se estendiam até a nuca de seu amor, Felipe. Sua cabeça repousava sobre o ombro dele e as mãos firmes e másculas seguravam o outro corpo pela cintura definida. Como ela amava,calada, essa sensação!
Seu coração palpitava e sua respiração era alta; tinha certeza de que o moço percebia isso. Já havia alguns segundos de silêncio (aquele silêncio que tanto amavam e que ninguém, além dos dois, compreendia). Com a cabeça nos ombros de Felipe e a mente nas nuvens, Thaís pensava neles dois... quis que ele também estivesse vivendo um momento igual, mas de súbito, seus pensamentos não conseguiram mais se conter no cérebro. Então ela disse:
- Tá feliz?
- Tô. Muito feliz! - e pareceu ter sorrido.
- Eu também. Queria que esse momento durasse pra sempre.
- Você é do tipo de pessoa que todos os dias me cativa. Quando você chega com seu jeito atrevido (e supra-apaixonante) de achar que é maior do que a solidão que me envolve, você me faz perdê-la e me ganha pra você: com sua ponderação magnífica de voz e ouvidos. Sabia que eu, de vez em quando, te desejo longe e depois perto de mim só pra sentir a saudade sendo substituída pela felicidade? É quase um orgasmo puramente emocional. Nunca achei que poderia, algum dia, logo eu que sou tão egoísta, dizer a alguém “you make me happy”. Você me faz feliz. Eu amo você! Eu amo você, Felipe!
Por meio de outro beijo, selaram contrato de amor.
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