No lado escuro da vida
Há olhos vermelhos, inchados
Mas não há quem os veja
Lá é escuro
Não há luzes acesas
Há soluços altos, perenes
No lado escuro da vida
Não há quem os ouça porque
Estão todos trancados e isolados
em seus próprios quartos
Há um isqueiro, uma lâmina
e lenço de papel
Com o isqueiro clareia-se o lenço, a mão
No papel, escreve-se
A lâmina é a caneta
O sangue, sua tinta
E seu fiel leitor
A solidão
Há olhos vermelhos, inchados
Mas não há quem os veja
Lá é escuro
Não há luzes acesas
Há soluços altos, perenes
No lado escuro da vida
Não há quem os ouça porque
Estão todos trancados e isolados
em seus próprios quartos
Há um isqueiro, uma lâmina
e lenço de papel
Com o isqueiro clareia-se o lenço, a mão
No papel, escreve-se
A lâmina é a caneta
O sangue, sua tinta
E seu fiel leitor
A solidão
Nenhum comentário:
Postar um comentário