Don't know where it goes
But it's home to me and I walk alone
[...]
Sometimes I wish someone out there will find me
'til then I walk alone
Não sei até onde vai
Mas é um lar para mim e eu ando só
[...]
Ás vezes eu desejo que alguém me encontre
Até lá, eu ando só
Cada
desilusão amorosa tem sido um tiro na minha inconsequência. Não sei mais da Eu
imprudente, aventureira e empolgada de algum tempo atrás.
Antes
eu estava ali, de braços abertos para algum jogo de flerte ou qualquer paixão
que se assemelhasse a um fósforo aceso, mesmo sabendo quão efêmero eles poderiam
ser. Devo ter-me cansado.
Não
sou perfeita para mim, não sou perfeita para ninguém. Mesmo assim a vaidade me
fez querer criar uma imagem mais agradável para certas pessoas do que para mim mesma,
contribuindo para os três últimos caras com quem estive envolvida serem
muitíssimo cegos em relação à pessoa que eu realmente fui enquanto fazíamos
parte da rotina um do outro. Eles também eram uns loucos e mais inconsequentes
do que eu.
Aguentei
a primeira vez. Titubeei, porém encarei mais uma aventura pela segunda e saí
dela bem mais calejada que esperançosa. E agora, pela terceira, vez, posso me
declarar cansada e vencida. Eu não, meu lado passional.
Por
eu ser esta pessoa essencialmente triste e uma masoquista espiritual, cavei meu
próprio buraco. E este buraco me levou, finalmente, a encarar a Solidão - da
qual tanto fugira - de frente (pelo menos acho que a estou encarando). Não
quero mais saber de flertes, sendo eles sérios ou não.
O
irônico é mais duas pessoas terem aparecido agora, encantadas por mim,
justamente quando não quero ninguém. Não cederei a declarações e provavelmente
agirei com frieza. Já lhes foi exposta a minha posição em relação a novos
amores. É hora de pensar mais em mim, de aprender a precisar muito mais de mim
mesma do que de outras pessoas. Não sei aonde serei levada, mas seguirei em
frente, da mesma forma que um dia mergulhei de cabeça em paixões intensas sem
saber nadar.
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