sábado, 18 de agosto de 2012

Trecho de uma carta



"Te juro que não consigo achar as minhas crônicas boas. E isto não acontece só comigo não, tenho conhecidos/amigos também amadores que também não conseguem se achar bons quando escreve. Acho que é uma coisa da nossa 'raça', rsrs. A gente põe muito da gente mesmo ali, faz aquilo com amor e simplicidade, brilha para os outros que nem percebemos. Veja se você concorda comigo: a gente nunca se encanta por nós próprios de tanto que a gente se conhece. É mais ou menos isso que ocorre com meus textos. Também sou insatisfeita com o fato d'eu ser uma pessoa bem mais teórica do que prática (...). Por enquanto não penso em levar essa atividade a sério, até mesmo porque só faço quando a inspiração vem. Inúmeras vezes eu tentei escrever, tentei achar ideias e palavras, mas nunca deu certo certo; sempre eu vou achar todas aquelas palavras péssimas quando minha alma não mandar eu escrevê-las. Alguns amigos dizem, como você, ficarem espantados pela clareza com que eu discorro meus escritos. Não concordo totalmente (repare como eu sou bem severa comigo mesma rsrs), mas sempre fico contente, porque... no meu blog, eu não consigo não ser eu mesma. Ali sempre estão partes de mim, seja do que eu sinto, do que eu penso, do que eu quero e/ou do que eu fantasio."

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