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| Foto do filme Um divã para dois. |
Não aplico técnica alguma à minha escrita, sai tudo bem mais naturalmente do que planejado, nunca aprendi a estruturar um parágrafo direito segundo minhas professoras de Redação e, por mais que eu revise e reescreva, não sou dotada de um grande senso artístico propício a fazer genialidade por meio de letras. Caso sua opinião seja contrária à minha, a rebato: não há artimanhas aqui e meus textos são tão somente e simplesmente uma forma de me aliviar, de explodir o que eu implodi por muito tempo. Se saem bom, sorte a minha; obrigada, Acaso.
Sim, sonho em ser escritora e gramática, mas se ponho os pés no chão, vejo minha realidade bem distante disso. Primeiro, não quero fazer sucesso. E é BEM aí onde acontece o encontro do meu superego com o personagem Basil Haward do livro O Retrato de Dorian Gray: pintor do retrato, ele fica com receio de divulgar o quadro numa exposição com medo da obra revelar a nudez do espírito de seu autor. Não é diferente de mim quando começo a escrever algo suscetível a virar uma postagem ou então um rascunho eterno.
Eu sei o quanto sou nítida neste espaço e isso me dá medo. Imaginem eu, Raisa Moreno Rocha dos Santos, autora do livro Não-Sei-O-Quê, abordando o tema não-sei-qual, com 2 milhões de exemplares vendidos no mundo todo. Tenho muito medo da fama, pois ela - sendo merecida ou não - tem a triste capacidade de distorcer as coisas. Ou seja: a mensagem passa a ter vinte e cinco mil sentidos diferentes uns dos outros quando muita gente a lê, e isto é uma facada letal em mim, cujo maior objetivo em escrever é ser ouvida e claramente compreendida. Podem discordar, me acharem errada e exagerada por correr atrás de uma coisa impossível chamada compreensão (deixo claro que ela é diferente da interpretação).
Que surjam as críticas depois! Mas quando você escreve, não há interrupções. A escrita na minha vida sempre representou um desabafo individual, mesmo se estivesse em forma de diálogo, pois esta vertente nada mais é que duas facetas de um mesmo ser humano discutindo entre si. Escrever é poder falar sem ser interrompido, é gritar sem se importar se o outro vai ficar surdo e mimimi-mimimi.
Já recebi propostas para escrever determinado tipo de texto sobre determinado tema da parte de quem viu e conseguiu aprovar possíveis sandices minhas vestidas de críticas, contos, crônicas e poemas.Gui costuma gostar dos meus contos, me incentiva a escrever e diz que acha Letras a minha cara (obrigada! Fico realmente contente por isso). Ele conversa comigo sobre algumas técnicas, diz que é para eu ir escrevendo um pouquinho todo dia e me falou também algo sobre instigar minha própria criatividade, algo assim - desculpe, infelizmente não lembro direito. Quando nos falamos e o assunto é este, é comum ele rebater minha firme ideia de não levar minha "arte" a sério. Não que isto seja ruim, pelo contrário: gosto bastante, tanto que uma vez cheguei a aceitar uma das propostas dele para fazermos um conto juntos, a qual não deu certo por falta de disciplina e criatividade da minha parte. Fora que crônica faz muito mais o meu tipo.
Um convite de uma outra pessoa ainda está pendente, pois eu não sei dizer à moça: "não, eu não sei escrever por obrigação, não tenho data, hora, tipo de texto, tema, quantidade de linhas ou páginas para escrever. Invejo quem sabe fazer isso, mas não sei ser assim. Muito obrigada pelo convite!" como Gui já ouviu de mim com outras palavras.Talvez as coisas mais bonitas da minha personalidade de escritora amadora sejam a naturalidade, a sinceridade do meu discurso. E, portanto, a mais perigosa. Não existe profissionalismo aqui, pessoal. E justamente por isso a escrita é doce para mim, é meu porto-seguro.
Yanky me falou estes dias bem assim, com estas mesmas palavras:
Seria bom saber dar mais vida aos meus textos, abordar um assunto diferente em cada publicação, escrever menos crônicas (mentira, amo crônicas. Xiu!), receber mais comentários aqui e tudo mais. No entanto, sou mestra da impaciência e da autocontradição. Mas quem se importa? Não pretendo parar de escrever sem eira nem beira, afinal meu querido e amado blog muitas vezes é onde me deito e falo sem ter peso na consciência - meu divã.
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Referência à imagem (clique)
Eu sei o quanto sou nítida neste espaço e isso me dá medo. Imaginem eu, Raisa Moreno Rocha dos Santos, autora do livro Não-Sei-O-Quê, abordando o tema não-sei-qual, com 2 milhões de exemplares vendidos no mundo todo. Tenho muito medo da fama, pois ela - sendo merecida ou não - tem a triste capacidade de distorcer as coisas. Ou seja: a mensagem passa a ter vinte e cinco mil sentidos diferentes uns dos outros quando muita gente a lê, e isto é uma facada letal em mim, cujo maior objetivo em escrever é ser ouvida e claramente compreendida. Podem discordar, me acharem errada e exagerada por correr atrás de uma coisa impossível chamada compreensão (deixo claro que ela é diferente da interpretação).
Que surjam as críticas depois! Mas quando você escreve, não há interrupções. A escrita na minha vida sempre representou um desabafo individual, mesmo se estivesse em forma de diálogo, pois esta vertente nada mais é que duas facetas de um mesmo ser humano discutindo entre si. Escrever é poder falar sem ser interrompido, é gritar sem se importar se o outro vai ficar surdo e mimimi-mimimi.
Já recebi propostas para escrever determinado tipo de texto sobre determinado tema da parte de quem viu e conseguiu aprovar possíveis sandices minhas vestidas de críticas, contos, crônicas e poemas.Gui costuma gostar dos meus contos, me incentiva a escrever e diz que acha Letras a minha cara (obrigada! Fico realmente contente por isso). Ele conversa comigo sobre algumas técnicas, diz que é para eu ir escrevendo um pouquinho todo dia e me falou também algo sobre instigar minha própria criatividade, algo assim - desculpe, infelizmente não lembro direito. Quando nos falamos e o assunto é este, é comum ele rebater minha firme ideia de não levar minha "arte" a sério. Não que isto seja ruim, pelo contrário: gosto bastante, tanto que uma vez cheguei a aceitar uma das propostas dele para fazermos um conto juntos, a qual não deu certo por falta de disciplina e criatividade da minha parte. Fora que crônica faz muito mais o meu tipo.
Um convite de uma outra pessoa ainda está pendente, pois eu não sei dizer à moça: "não, eu não sei escrever por obrigação, não tenho data, hora, tipo de texto, tema, quantidade de linhas ou páginas para escrever. Invejo quem sabe fazer isso, mas não sei ser assim. Muito obrigada pelo convite!" como Gui já ouviu de mim com outras palavras.Talvez as coisas mais bonitas da minha personalidade de escritora amadora sejam a naturalidade, a sinceridade do meu discurso. E, portanto, a mais perigosa. Não existe profissionalismo aqui, pessoal. E justamente por isso a escrita é doce para mim, é meu porto-seguro.
Yanky me falou estes dias bem assim, com estas mesmas palavras:
- Você é uma das únicas pessoas que eu leio os textos. E eu acho eles tão bem escritos, saca? Naturais,que eu consigo até ler na sua voz.Nem preciso dizer mais nada, não é? Alías, digo sim: ele não é o primeiro a me exprimir esta visão, outras pessoas já me disseram a mesma coisa. E todas são suspeitas ao terem falado, pois são minhas amigas.
- Sério? Brigada. Fico contente em saber disso.
Seria bom saber dar mais vida aos meus textos, abordar um assunto diferente em cada publicação, escrever menos crônicas (mentira, amo crônicas. Xiu!), receber mais comentários aqui e tudo mais. No entanto, sou mestra da impaciência e da autocontradição. Mas quem se importa? Não pretendo parar de escrever sem eira nem beira, afinal meu querido e amado blog muitas vezes é onde me deito e falo sem ter peso na consciência - meu divã.
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Referência à imagem (clique)

2 comentários:
gata, não pare de escrever, porque é uma terapia das melhores. e eu também adoro quando dizem que eu mando bem, por mais que as vezes não concorde com isso. no fundo, no fundo, somos os mais rigorosos com a gente mesmo.
aceite os elogios! (na maior parte das vezes) nós os merecemos!
beijoca
Eu acho incrível como você parece conseguir pôr em letras, frases etc. as suas ideias. Eu sou tão ruim nisso que quando leio seus textos te invejo nesse sentido. Na minha opinião existem mil e uma maneiras de escrever sobre determinada coisa, e você consegue escrever da melhor forma, a mais sincera e clara possível. Adorei esse texto. E também consigo ler ele "ouvindo" você falando.
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