Meu blog é um diário particular e público. Particular por dizer respeito e pertecer à sua dona; público, pelo claro motivo dele ser acessível a qualquer um, goste eu ou não. Como gestora deste sítio (que, esqueci de mencionar, é em primeiro lugar administrado pelo Blogger e logo depois por Raisa Moreno), tenho a autonomia de deixá-lo restrito ou aberto de acordo com algumas normas. Entretanto, por mais retraída que eu seja na vida real, aqui a entrada é franca e a censura é livre para assistir ler alguns traços de introspecção e ideias quase nunca emitidas pela garganta.
Sou ariana, nascida em 7 de abril. E uma das poucas semelhanças que noto entre mim e meu signo é o desprezo aos conselhos. Não é estranho - infelizmente não é estranho - dizer três frases de desabafo a alguém e ele responder: "mas você deveria fazer...", "você tá indo pelo lado errado, você tem que...". Ao meu ver, quem faz isto tem uma postura incorreta, afinal uma outra pessoa é alguém diferente, é outra realidade diferente. A necessidade de descarregar pensamentos e emoções para fora da mente é normalíssima e humana. Quando alguém desabafa para outra pessoa, o papel desta outra deveria ser o de ouvir e questionar sem pré-julgamentos.
Se hoje alguém falasse para mim: "Quero matar minha mãe.", eu não diria para ela: "Meu Deus! Você ficou louco?! É sua mãe, você não pode fazer isso! O que está havendo?", mas lhe perguntaria "Por quê?" ou "Aconteceu alguma coisa?", o que também não significa apenas perguntar sem dizer o que pensa da situação. É uma espécie de ciclo: perguntar, ouvir analisando, criar incompreensão, querer saciar sua incompreensão, perguntar outra coisa, ouvir e analisar e por aí vai até que você seja capaz de emitir e expôr um parecer, mas deixando bem claro que é a sua opinião, a sua visão.
E sabem, aproveitando o assunto, gostaria de fazer um desabafo: acho que sou boa ouvinte. Ouvir é uma das poucas coisas nas quais acredito e consigo aplicar na minha vida. Me deixa contente. Acho lindo quando algumas pessoas falam sobre impasses pessoais ou qualquer outra coisa que seja um desabafo e me agradeçam por tê-las ouvido... me deixa mesmo satisfeita. Mesmo que a fala ainda seja mínima.
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