sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

13:27

Era 13:27 quando a campainha tocou e eu me dei conta de meu autoabandono. Fora atender quem quisera que fosse dentro de um chambre. E olhe que eu estou de pé desde as nove da manhã!
Estes dias tenho me decidado ao ócio mais que o comum. Na verdade, estou sendo obrigada a praticá-lo. Engraçado que antes eu fazia questão dele. Praticava-o tão puramente a ponto de gastar maioria do tempo com gente querida lhe obrigando, também, a praticá-lo. E hoje o ócio me força a praticar angústia e arrependimento. Sou dona de um prazer egoísta, mas não igual ao de Cazuza, eu acho.
E também, de que me vale um dia inteiro sem obrigações se nele a rotina continua predominando? Acordo cedo, levanto tarde, faço alguma coisa mandada por minha mãe, ouço música e depois "ocio".
Eu "ocio" até que o barulho do toque do telefone faça meus pensamentos deprimidos serem instantaneamente substituídos por
esperança. Um momento agridoce porque mistura felicidade e uma saudade precoce.... A cada passo desejo que estivesse no passo anterior porque assim aquela alegria não iria embora. Mas não é pra mim. Anotei o recado e volto ao ócio.
Campainha às 13:27, idem.

Vivido em 11.12.2008

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